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dia 36

de 135

135 dias de mochila pela América Latina. Compartilhe comigo essa aventura!

Último registroDia 20

La Paz, Bolivia

Highway to hell

Dia 20 - 27/04/26 O tão aguardado dia chegou. Dia de Ruta de la Muerte. Debati muito internamente se devia fazê-la, afinal é um risco e ela se chama assim por um motivo: muitas pessoas já morreram aqui na época em que carros e ônibus eram permitidos. No entanto, já tinha me arrependido por não ter feito a mina em Potosí e ter perdido a chance de conhecer mais da história do lugar de perto e não queria desperdiçar mais uma vez. Parafraseando o escalador Alex Honnold: se não nos colocamos frente a com o medo real e risco pela segurança física de tempos em tempo, nosssa cabeça começa a criar medos de coisas banais da vida, onde não há justificativa para isso. Quis fazer esse teste, quis encarar esse medo de frente tanto para provar para mim mesmo que eu conseguia quanto para ter a chance de viver algo extraordinário, que muitas vezes se esconde atrás do medo, seja ele qual for, de falhar, de cair, de decepcionar. Com isso em mente, reservei o passeio assim que cheguei em La Paz para não me dar a chance de pensar duas vezes. Como pular de uma altura em uma piscina...

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11 pessoas acompanham essa viagem
Tudo se pode comprar e dia de cholitas
Dia 19
La Paz, Bolivia

Tudo se pode comprar e dia de cholitas

Dia 19 - 26/04/26 Depois de um ônibus noturno e uma festa eu claramente estava bastante cansado, mas por sorte, esse dia seria mais tranquilo, mas ainda assim com pouco sono. Depois de dormir lá para as cinco da manhã no dia anterior, acordei às nove para explorar mais La Paz. Os planos do dia eram conhecer a maior feira ao ar livre da América Latina e pela tarde assistir à Luta livre de Cholitas, recomendada por muitas pessoas pelo caminho. Primeiro de tudo, nesse dia especialemente, precisava começar a jornada com um café. Samila não acordou, então Ajay e eu tratamos logo de conseguir um bom café para dar aquela energia extra para os planos. A feira, era na parte alta da cidade, então pegamos o teleférico e fizemos uma subida ingreme até a parte da cidade chamada de El Alto, que é como se fosse uma área metropolitana, mais afastada do centro. Ao chegar lá, de fato, vimos algo impressionante: uma multidão de barracas coloridas que não parecida ter fim. Logo entramos e começamos a explorar. A quantidade de estímulo visual foi o primeiro aspecto que me imopressionou. Muitas coisas coloridas, muita gente passando, muitos vendedores tentando nos...

☀️22°C2360m~5 min
Perrenguitos e Laços
Dia 18
La Paz, Bolivia

Perrenguitos e Laços

Dia 18 - 25/04/26 No final do último dia em Sucre, partimos para La Paz, encarando um ônibus noturno de 11h de duração. Procuramos bastante na estação de ônibus por um ônibus leito para ter uma noite de sono minimamente decente, já que substituiria uma estria em hostels. Não conseguimos. Encontramos apenas ônibus com poltronas que reclinavam mais do que o comum de um semi leito. É a vida! Para mim que não consigo dormir em ônibus direito, até que foi uma noite razoável onde consegui dormir pausadamente, mas consegui. Só seria melhor se por volta das 6 da manhã não tivesse sido acordados com o ônibus parando no meio da estrada. Todo mundo ficou tentando entender o que estava acontecendo, até que algum tempo depois, o motorista subiu no segundo andar do ônibus com a notícia: a estrada levando a La Paz estava bloqueada por manifestantes e havia barricadas que não podiam ser ultrapassadas pelo nosso ônibus. Foi um daqueles momentos em que se tem que tomar uma decisão importante mesmo sem estar em condições. Eu, Ajay e Samila, todos sonolentos, com fome tivemos que entender qual seria o melhor passo: podíamos esperar os bloqueios serem removidos (o que...

☀️21°C3626m~8 min
Encontros e Despedidas
Dia 17
Sucre, Bolivia

Encontros e Despedidas

Dia 17 - 24/04/26 Segundo dia em Sucre. Essa cidade já me ganhou pela arquitetura, pelo clima, pela beleza, mas principalmente pelos amigos feitos ali. O dia começou como tantos outros: andando pela cidade e procurando cafés. A primeira coisa que precisávamos fazer era garantir nossas passagens para La Paz. Seria um ônibus noturno de 11h de duração então queríamos garantir um ônibus leito de possível e negociar preços o máximo possível. Acabou que conseguimos um quase leito em que o assento não se transformava em uma cama totalmente. É a vida. Andamos tudo de volta para o contarei da cidade (a rodoviária era bem longe para ir andando, coisa de uns 45 minutos). Em Sucre parece haver toda uma subcultura de carros japoneses, o que eu achei incrível. Inclusive, o primeiro táxi que pegamos da rodoviária para o hostel era muito curioso: ele tinha o volante do lado esquerdo, mas o velocímetro do lado direito, com o antigo buraco para o volante também do lado direito. Ou seja, era um carro japonês modificado para a mão ocidental. É possível ver vários e vários carros japoneses de uns 30 anos atrás rodando pelas ruas. Mais que isso: o povo de...

☀️21°C2360m~4 min
Acho que o meu negócio é dançar
Dia 16
Sucre, Bolivia

Acho que o meu negócio é dançar

Dia 16 - 23/04/26 Primeiro dia inteiro em Sucre. O que eu não sabia antes de vir é que Sucre também é capital da Bolívia junto com La Paz! Enquanto LaPaz é a sede do governo e abriga dos poderes legislativo e executivo, sendo a capital administrativa, Sucre é a capital judicial e histórica do país. Aqui a cidade já tem uma cara muito mais colonial já que foi muito populada por setores mais conservadores que apoiavam a influência dos espanhóis como parceiros de negócios enquanto La Paz sempre foi mais revoucionária e queria romper vínculos com eles completamente. O dia começou, com o que a esse ponto já havia se transformado num hábito: Ajay e eu procurando um lugar para tomar um bom café. Para nossa sorte, Sucre parece ser tão fã de café como nós dois e aqui não faltaram opções. Tomamos um café em uma padaria que tem uma daquelas máquinas de café enquanto Samila acabou indo para outro café. No final das contas, fomos encontrar com ela já que o lugar que escolheu tinha uma vista de cima incrível da cidade. O próximo destino foi uma das coisas mais legais que há para fazer em Sucre:...

☁️7°C3626m~7 min
A história viva do dinheiro
Dia 15
Potosí, Bolivia

A história viva do dinheiro

Dia 15 - 22/04/26 Segundo dia em Potosí. O plano hoje era ficar até por volta da hora do almoço e partir para a próxima cidade. Nesse ponto, Ajay e eu descobrimos mais uma coisa em comum: gostamos muito de café! Então todo dia pela manhã, para começar o dia, procurávamos bons cafés pela cidade. O grupo ainda estava se conhecendo e quando Ajay me perguntou quantos anos eu tinha e ele disse 25. Nessa viagem, eu ja ouvi de muitas pessoas que eu pareço ter entre 23 e 25 anos. Acho que o skincare (lavar o rosto com água) está em dia! Mas ao me perguntar o mesmo, falei 34 para ele, mas na verdade ele disse que tem 27. Passei uma vergonha básica enquanto tentava explicar o porquê ele parecia mais velho! Após o papinho furado no café, eu e ele queríamos conhecer a Casa de la Moneda de Potosí enquanto a Samila não se interessou muito. Fomos para lá e quando chegamos descobrimos que na verdade o horário que vimos com tour em inglês tinha sido cancelado e só havia em espanhol. Ajay então resolveu fazer uma trilha enquanto eu fiquei para ver mesmo em espanhol. O...

☁️11°C3626m~5 min
A sombra da história ainda paira
Dia 14
Potosí, Bolivia

A sombra da história ainda paira

Dia 13 e 14 - Final de 20/04/26 e 21/04/26 Na verdade, o dia começa um pouco antes, ainda no dia 20. Contei para vocês toda a história até o Salar do Uyuni e a sua beleza mágica. No mesmo dia, aproximadamente umas 15h, peguei o ônibus para o próximo destino: Potosí. Após uma viagem de umas três ou quatro horas, percebi que ia chegando ao destino a medida que subiamos mais e mais montanhas. Potosí é, além de muito histórica, a cidade mais alta do mundo a 4000m de altitude. Ao chegar à cidade, talvez pelo tamanho da cidade e da sensação de cidade grande (mesmo que tenha apenas 200 mil habitantes) em contraste com as atrações naturais e cidades que pareciam mais vilarejos do que qualquer coisa que estava visitando desde o início da viagem, ou talvez pela sua história sanguinária, comecei a me sentir um pouco tenso, chegando à noite, sem saber muito como fazer para chegar da rodoviária até o hostel. É engraçado como em alguns momentos algumas decisões ou atitudes mudam toda a história. Quando desci do ônibus para seguir para o hostel e um pouco nervoso com o caos da cidade e a incerteza...

☁️11°C3626m~7 min
Algo entre o Céu e a Terra
Dia 13
Uyuni, Bolívia

Algo entre o Céu e a Terra

Dia 13 - 20/04/26 Chegou o tão esperado dia! Conhecer esse lugar tão especial que é o Salar do Uyuni. Para isso, acordamos às 4 da manhã e às 4h30 já estávamos colocando as botas impermeáveis para nos proteger da água congelante do Salar. Nesse dia, nem café da manhã tomamos. Saímos antes das 5 para chegar no Salar por volta das 6 e pouco da manhã, com tudo ainda escuro. Nos primeiros dias eu fiquei me perguntando como Pedrito guiava sem poder contar com nenhuma estrada e acho que ele se guia pelas montanhas e pela sua experiêndia de quase 20 anos fazendo isso, mas nesse dia, quando dobramos para dentro do Salar foi a primeira vez que vi ele pegando um GPS. Claro, além de estar escuro, é um espaço aberto numa escala que a gente nem consegue imaginar de tão grande. Lembro do momento em que entramos nesse território e como estava escuro, só dava para enxergar o que a lanterna do carro iluminava à frente e as estrelas. Vi pela primeira vez aquelas formações meio hexagonais que o Salar forma e o nosso grupo correndo sobre elas, agora num novo terreno para o nosso 4x4. Aliás,...

☁️11°C3992m~4 min
Quando Olha a Onda toca nenhum brasileiro fica parado
Dia 12
Uyuni, Bolívia

Quando Olha a Onda toca nenhum brasileiro fica parado

Dia 12 - 19/04/26 Segundo dia pela rota do Salar do Uyuni. O dia começou às confortáveis 8h. Mesmo assim, o sentimento foi que dormindo de 22h às 7h, tendo 9h de sono o cansaço ainda estava lá. Pelo menos já estava mais bem acordada e sem a adrenalina pré café da manhã do dia anteior. Minha impressão é que o segundo dia, mesmo tendo sido muito bom, foi um pouco de fazer as coisas que haviam pelo caminho para o Salar, mas que não foram tão impactantes quanto no primeiro dia. A primeira parada foi para conhecer uma formação rochosa conhecida como a Copa do Mundo ou a Cabeça do Diabo, dependendo do ângulo de que se olhava. Em seguida partimos para a rocha do Camelo, que como o nome diz, parecia um camelo. Tentei até escalar para montar no camelo, mas senti que as rochas podiam não aguentar a pressão de alguém fazendo um movimento de barra nelas e deixei para lá. Depois ao perguntar para Pedrito se era possível escalar ele disse que sim, mas que não recomendavam porque alguns turistas já haviam caído de costas ao tentar. Ufa, me livrei dessa. Depois fomos à cidade de...

☁️14°C3992m~4 min
Areia e Liberdade numa 4x4
Dia 11
Uyuni, Bolívia

Areia e Liberdade numa 4x4

Dia 11 - 18/04/26 Após uma noite de festa, fui dormir lá pra meia noite para acordar às 4 da manhã do dia seguinte. Já tinha deixado a mochila pré pronta porque não daria muito tempo de arrumar as coisas tendo que acordar tão cedo. A essa altura já estava ficando até mesmo levemente acostumado a acordar tão cedo, já nesse ritmo há alguns dias. Aí começou a primeira adrenalina do dia. O horário marcado era 5h da manhã, mas quando acordei percebi que estava mais frio que eu imaginava que estaria e então tive que abrir minha mochila e o saco a vacuo com meu compartimento de roupas (aliás, excelente para otimizar espaço em mala e mochila) para tirar a roupa térmica de dentro. Esse vácuo é ótimo, mas quando você precisa correr para mexer em mala, especialmente em um horário em que não dá para acender a luz de um quarto compartilhado ele vira um empecilho. A pior parte nem é essa, é ter que bombear o ar para fora de novo quando pegou o que precisava, o que além de tudo, ainda faz um certo barulho. Em resumo: tive que levar todas as minhas coisas abertas para...

☁️12°C3992m~7 min
Despedida do Atacama
Dia 10
San Pedro de Atacama, Chile

Despedida do Atacama

Dia 10 - 17/04/26 Último dia no Atacama. A essa altura já sei que vou sentir saudade desse lugar. A cidade de San Pedro de Atacama, base para a exploração do deserto, me surpreendeu bastante positivamente. Apesar de pequena e rústica, é bem agitada por receber muitos turistas (aqui eu praticamente só ouvi português, muitos brasileiros). A maioria da cidade é de agências de turismo, casas de câmbio e restaurantes e suas ruazinhas são de areia. Achei algo como uma mistura de Paraty com Pipa, não que seja tão boa quanto essas, mas ajuda a pintar um quadro de como a cidade é. O dia, como sempre, começou cedo e às 4 eu já estava pronto para partir. A primeira parada do dia é um conjunto de Gleisers chamado Geysers de El Tatio. Na língua antiga da população local, Tatio significa “avô que chora” e esse nome vem do formato do vulcão vizinho, que de perfil, parece uma pessoa. Com a expulsão de água e vapor pelos geisers, parece que essa silhueta está chorando. Uma curiosidade: em altitudes como a que estávamos, 4300m, a água evapora a 85º graus pela menor pressão atmosférica, então o vapor expelido não está a...

☁️14°C3992m~5 min
Estrelas Brilhantes e Beleza de Outros Mundos
Dia 9
San Pedro de Atacama, Chile

Estrelas Brilhantes e Beleza de Outros Mundos

Dia 8 - 15/04/26 Depois do último dia bem exaustivo, comecei o dia com 11h horas de sono, afinal meu primeiro passeio era só à tarde. San Pedro do Atacama já mostrou a que veio. O primeiro passeio foi ao Valle de la Luna, um lugar muito especial no deserto onde a formação de cristais de selenita refletia a luz do dia, o que fazia parecer que a terra era cravejada de diamantes. O guia estava explicando que na mitologia grega, Selene representava a Lua e nada mais adequado, já que o tom branco dessas formações aglomeradas fazia em muitos pontos o solo parecer a superfície da Lua. Esse inclsuice é um tema recorrente no Atacama - algumas das paisagens fazem você sentir que está em outro planeta, é algo realmente impressionante. Mas voltando ao Valle de la Luna: em certo momento eu fiquei na dúvida se estava realmente no deserto ou na borda dele em uma transição de paisagens, mas a guia me confirmou que já estavámos dentro do deserto naquelo ponto. O que me fez ter a impressão de que não foi que muitos tipos diferentes de solos e paisagens estavam no mesmo lugar mudando rapidamente entre si:...

☀️13°C2434m~8 min
Baixos e Altos
Dia 8
San Pedro de Atacama, Chile

Baixos e Altos

Oi gente! Passando aqui mais uma vez para atualizar vocês sobre os últimos dias (será que um dia ainda consigo fazer um post por dia?). É quase cômico porque tem dias que simplesmente não dá tempo de escrever e outros dias em que tenho tempo, mas meu 4G acaba ou a internet do hostel acaba. É uma luta para conseguir se comunicar por aqui, mas vamos ao post! Dia 6 - 13/04/26 Último dia em Humahuaca. Decidi sair um dia mais cedo por causa do problema de roteiro que tinha comentado. Assim ficaria no zero a zero em termos de tempo já que precisaria voltar algumas cidades para pegar um ônibus para o Atacama. O dia então foi bem vazio, o objetivo maior era chegar nas próximas cidades e com isso, saí para o cnetro da cidade para dar mais uma última volta e comer alguam coisa. Como diz Anthony Bourdain em um de seus conselhos para ser um viajante, e não um turista, "coma em um restaurante vazio de vez em quando" e foi exatamente o que fiz. Bem, não era exatamente um restaurante, mas uma barraquinha de sanduíches na rua onde tudo parecia meio parado. O responsável pelo...

☀️20°C2434m~13 min
Pegue a estrada viajante!
Dia 5
Humahuaca, Argentina

Pegue a estrada viajante!

Oi, gente! Mais uma vez post duplo por aqui! A cidade em que estou é bem simples e wifi já começa a ser escassa, mas hoje consegui um lugarzinho para atualizar a todos! Dia 4 - 11/04/26 Meu último dia em Salta, o foco maior era chegar na próxima cidade, mas sendo o último dia, vale deixar algumas impressões dessa cidade. Para quem, como eu, mora em uma cidade gigante como o Rio é até um pouco estranho chegar em uma cidade em que a maioria das contruções tem um andar. Lembro de comentar com o motorista do uber que me trouxe do aeroporto que isso de cara tinha me impressionado na cidade - como é possível sentir o clima de cidade pequena, mesmo não sendo tão pequena assim, com seus 500 mil habitantes. De praticamente todas as ruas da cidade é possível ver as construções baixinhas e as montanhas ao fundo. Se percebe que o ritmo da cidade é muito diferente do que estamos acostumados, a rotação é bem mais baixa, as pessoas parecem fazer tudo no seu tempo e talvez por isso me tenha impressionado o quanto os salteños são simpáticos e amigáveis. Como estava explicando para uma...

☀️8°C2953m~14 min
Rodada Dupla
Dia 3
Salta, Argentina

Rodada Dupla

Como ontem (09/04) não conseguir escrever por aqui porque o dia foi longo, hoje vou fazer um post duplo contando um pouquinho dos dias de ontem e hoje Dia 2 - 09/04/26: Depois de uma longa noite de descanso necessária, 10 horinhas de sono fizeram uma grande diferença. Acordei bem mais recuperado do cansaço e dor de cabeça do dia anterior e só não foi melhor porque o camarada ao lado roncava que nem um opala. O primeiro objetivo do dia foi cumprir a side quest de trocar dinheiro. Nisso eu sinto falta de cidade grande, celular resolve tudo, mas aqui é diferente, parece que só se aceita dinheiro vivo até mesmo nos hostels. Depois de um café da manhã no hostel com média linhas e café com leite, ou como eles dizem “café com leche”, parti para tentar trocar um dinheiro. Minha primeira tentativa foi numa loja da western union, mas eles não fazem esse tipo de transação. A moça de lá me indicou um lugar na rua de trás que não entendi o nome. Quais eram minha chance de sucesso de encontrar um lugar que nem sei o nome que estou procurando né? Fui lá de qualquer forma...

🌫️13°C1188m~7 min
O início de Jornada
Dia 1
Salta, Argentina

O início de Jornada

O dia já começou puxado hoje. Depois de acordar 4h30 para terminar de arrumar tudo percebi que a mochila, que eu tinha pensado para ser a mínima possível, acabou ficando muito grande assim mesmo. Já fui para o aeroporto apreensivo de ela chamar muita atenção e a companhia aérea encrecar, mas acabou que no final nos dois vôos que peguei, não tive problema e tudo deu certo. O único problema é que como a mochila estava bem gorda, ela não cabia debaixo do assento do avião. Ou seja, depois de um vôo de 3h e outro de 2h onde eu não tinha espaço para as pernas, consegui uma dor no joelho no literal primeiro dia. Por sorte foi coisa do momento e passou. Chegando a Salta chamei um uber no aeroporto e fui já treinando meu espanhol marromenos e aproveitei para perguntar várias coisas sobre a cidade. Saí da corrida com meu roteiro pronto do que conhecer na cidade. Chegando ao hostel, ainda tive problemas para fazer o checkin porque eles só aceitavam dinheiro vivo e eu não tinha. Lá vou eu procurar uma western union para trocar um dinheiro, a que tinha fechou, não existe mais. Sem opção propus...

🌫️14°C1182m~2 min
A Aguardada Véspera
Dia 0
Rio de Janeiro, Brasil

A Aguardada Véspera

Depois de planos e planos, animação, medo, ansiedade, o dia finalmente está chegando. Amanhã acrdo cedinho para ir ao aeroporto e de lá parto para realizar o sonho de fazer um mochilão pela América Latina. A expectativa é grande, mas a saudade de casa e dos meus já é também gigante. De qualquer forma, tem coisa extraordinárias na vida que a gente só consegue se der o salto no escuro e com sorte, tudo será lindo e recompensador! PS: Essa será a minha casa pelos próximos meses!

☁️26°C26m~1 min